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quarta-feira, 19 de abril de 2017

O futebol que não vemos: Espírito Santo O FUTEBOL DO ESPÍRITO SANTO DE A A Z


O futebol que não vemos: Espírito Santo


Desportiva Ferroviária, última campeã do Espírito Santo

Por Diego Giandomenico, PR
Brasil, o país do futebol. Terra de tantos craques que poderíamos – e deveríamos – falar horas a respeito de suas conquistas e feitos. Local onde tantos clubes movem milhares de corações em volta de suas pesadas camisas. Tradição, história, paixão, nervos à flor da pele. Tudo isso dita a vida de um torcedor de futebol. Seus jogos são transmitidos ao vivo para todo o Brasil ou ao menos para sua região. Seu time disputa competições nacionais com frequência, mesmo que seja de maneira figurativa. E volta e meia o nome de seu estado fica em evidência nos noticiários esportivos Brasil afora. A não ser que você more em Rondônia, Roraima, Amazonas, Acre, Amapá, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Distrito Federal e, o primeiro de nossa série, Espírito Santo.
São estados que não possuem representantes em uma das três principais divisões nacionais, que em alguns casos mal consegue montar um campeonato estadual, onde os seus habitantes torcem invariavelmente para times de outros locais. Como é ser torcedor de um time desse estado? Eles existem? E os clubes, como agem diante deste cenário? Como são seus campeonatos? Como as equipes tem se saído no cenário nacional? Como é a vida de um jogador de futebol nestes lugares? Foi com essas perguntas, que iniciei minha saga de pesquisas e agora convido a todos e ver um pouco sobre cada estado nesta série intitulada: O Futebol Que Não Vemos. Começando com o Espírito Santo.
Quem como eu cresceu vendo Esporte Espetacular todo santo domingo, se lembra da fase onde o futebol de areia era uma febre. Como os jogos da seleção brasileira estavam meio chatos e já não tinha mais que campeonato inventar para transmitir no domingo, começaram a ser transmitidos campeonatos entre as federações do Brasil ou mais conhecido como Campeonato Brasileiro de Estados. Com um nome muito incomum, a competição reunia o que havia de melhor na areia e cada estado chamava quem podia.

Espírito Santo é potência no futebol de areia (foto: globoesporte.com)
Espírito Santo é potência no futebol de areia (foto: globoesporte.com)

Entre astros como Júnior Negão, Júnior, Neném, Jorginho, Benjamin, Robertinho e diversos outros, o Espírito Santo tinha seus bons e fortes nomes como: Buru, Pierre, Joia, etc. Tirando São Paulo, o Espírito Santo é o estado com mais títulos (3) e mais vices (4). Ou seja, é uma potência. Mas quando vamos para o campo, a coisa não funciona bem dessa maneira.
Os clubes
O futebol no Espírito Santo conta com poucas equipes em atividades. Destas, vamos nos concentrar nas que em algum momento da história dominaram o estado e tiveram algum tipo de êxito nacionalmente falando. Comentaremos sobre Rio Branco, Desportiva Ferroviária, Vitória, São Mateus, Serra e Linhares.
Começando pelo Rio Branco, o Capa-Preta. O centenário clube de Vitória, já coleciona 37 títulos do Capixabão com sua última conquista em 2015. O clube já disputou todas as divisões nacionais de A a D. Além da Copa do Brasil e da outrora atraente Copa Verde. No Brasileirão, o Capa-Preta disputou 10 vezes a competição antes de 1971, já na era moderna foram duas participações: 86 e 87. No ano de 1986, o Rio Branco caiu no grupo C, enfrentando equipes como Vasco, Bahia, Cruzeiro, Santos, Guarani e Náutico. Foi muito bem e venceu 5 partidas, inclusive uma contra o Vasco (1 a 0), no estádio Kléber Andrade com recorde de público (50 mil pessoas). Fechou em 4º lugar e avançou para a próxima fase, onde ficou no grupo L com times, como: Corinthians, Vasco, Atlético-MG, Internacional e Criciúma.

Rio Branco, mais conhecido como Capa-Preta (foto: folha de vitória)
Rio Branco, mais conhecido como Capa-Preta (foto: folha de vitória)

Desta vez, o Rio Branco não foi tão bem e acabou em 7º, a frente de Nacional-AM e Sobradinho-DF, e livre do rebaixamento. Na bagunça de 87, pouco brilhou e se despediu em 7º lugar no módulo verde, jogando contra equipes como Atlético-PR, Guarani, Portuguesa e Atlético-GO. Desde então, jamais voltou a se estabilizar em competições nacionais, caindo para a Série B, depois para a C e desde então se alternando entre Série D e ano sem disputar nenhuma. Na Copa do Brasil são 5 participações, todas na primeira fase. O momento atual do Rio Branco não é dos melhores, já que acaba de ser rebaixado para a segunda divisão do Capixabão.
A Desportiva Ferroviária é o outro time de grande fama nacional. Inclusive é a que mais tem simpatia Brasil a fora. A Tiva, como carinhosamente é conhecida, é o grande rival do Rio Branco e já conquistou 18 títulos estaduais. O clube recebia muito dinheiro da Vale do Rio Doce, isso fazia com que se destacasse regional e nacionalmente. Entre 1972 e 1982, a Tiva ficou entre os grandes do futebol nacional, sendo que, em 1980 teve sua melhor participação, terminando em 15º lugar. Voltou a disputar em 1985, mas foi rebaixada.

Último ano de um capixaba na divisão principal (foto: 3bp.blogspot)
Último ano de um capixaba na divisão principal (foto: 3bp.blogspot)

O ano de 1993 marcou o último ano da Desportiva Ferroviária na elite nacional e consequentemente, o último ano de um clube Capixaba na Série A. Na campanha, o clube de Cariacica ficou em último lugar no grupo D, uma espécie de grupo intermediário para definir quem avançaria de fase e jogaria com os “grandes” e quem cairia. Desde então, a Tiva passou por muita coisa. A começar pela privatização da Vale, que resultou no corte financeiro e que levou o clube a se tornar um clube/empresa, mudando até o seu nome para Desportiva Capixaba. Deu tão errado que entre 2005 e 2007, a Tiva ficou inativa, sem jogar nada. Em 2010, os acionistas do Grupo Villa-Forte não cumprem com suas obrigações e dão margem a Desportiva Ferroviária ser a acionista majoritária novamente.
Desde o ocorrido, foram 2 títulos estaduais, duas Copas ES e neste ano se livrou do rebaixamento na última rodada, deixando o seu rival amargar o próximo ano na segundona.
Clube homônimo a capital do estado e já centenário, o Vitória Futebol Clube não tem o charme da Tiva, nem a força do Rio Branco, mas já tem em sua conta 9 conquistas estaduais, algumas passagens pela Série A do Brasileirão e Copa do Brasil. O Vitoraço, como é conhecido, disputou a elite nacional naquela época em que a ditadura dava vagas a rodo para todos os estados brasileiros, na velha política pão e circo.

O tradicional Vitória disputou a Série A apenas uma vez em sua história (foto: vitoriafc.com.br)
O tradicional Vitória disputou a Série A apenas uma vez em sua história (foto: vitoriafc.com.br)

Como fora campeão em 76, o Vitoraço pôde participar da edição de 77. Num grupo que contava com Flamengo, Fluminense, Vitória, Bahia e América-RJ, ter terminado atrás da Desportiva Ferroviária foi o que deixou o Vitória mais decepcionado. Depois disso, foram insistentes participações na Série C durante a década de 90. O Vitória ainda participou de três da Copas do Brasil, em 2007, 2010 e 2011, sendo eliminado respectivamente por Ipatinga, Bahia e Goiás.
São Mateus é um dos clubes mais tradicionais fora da região de Vitória. Sua história passou a ser um pouco mais relevante a partir da década de 90, quando começou a enfrentar de igual para igual as grandes forças do estado. São dois títulos estaduais conquistados: 2009 e 2011.

Base do São Mateus na Copinha (foto: globoesporte.com)
Base do São Mateus na Copinha (foto: globoesporte.com)

É um dos times que mais levam torcedores ao estádio no Espírito Santo. Em competições nacionais, o máximo que conseguiu foi disputar a Série C de 95 e a Série D de 2011. Nesta, o Gigante do Norte terminou em último lugar do grupo A6 sem conquistar nenhuma vitória. Neste ano, o clube ficou de fora das semifinais do estadual.
A Sociedade Desportiva Serra Futebol, mais conhecida como Serra ou ainda como Cobra Coral, é um dos clubes com mais sucesso com 5 títulos estaduais e boas participações em competições nacionais. O clube alcançou primeiro título em 1999 e ele foi o estopim para a glória serrana.

Dia histórico para o Serra (foto: Gazeta Online)
Dia histórico para o Serra (foto: Gazeta Online)

Conseguiu o acesso à Série C no mesmo fatídico ano que o Fluminense foi campeão. Inclusive, ganharam do tricolor no Maracanã, realizando um feito único para o futebol capixaba – até hoje nenhum outro clube conseguiu essa façanha novamente. Devido ao caso Sandro Hiroshi e a bagunça que se perpetuou no ano seguinte, mesmo terminando em terceiro lugar, atrás de Fluminense e São Raimundo-AM, o Serra ganhou sua vaguinha para o Módulo Amarelo, que corresponderia à Série B em 2000. Ficando no grupo B da competição, o Serra não fez feio e terminou em 9º lugar, mas não o suficiente para garantir vaga às oitavas de final. Em 2001, o clube continuou na Série B e ao lado do seu conterrâneo, a Desportiva, fez a pior campanha e ambos terminaram rebaixados à Série C. Neste ano a Cobra Coral Serrana disputa a segundona do Capixaba.  
O Linhares Esporte Clube surgiu de uma tentativa de fusão entre os clubes da cidade de Linhares: Industrial e América. Apesar de ter nascido e morrido cedo, o Linhares está nesta lista de principais clubes pelos feitos atingidos em pouco tempo. Nascido em 1991, conquistou 4 títulos capixabas na década de 90 e em 94 fez a melhor campanha de um clube capixaba na Copa do Brasil.

Linhares EC entrou para a história como a melhor campanha de um capixaba na Copa do Brasil (foto: o curioso do futebol)
Linhares EC entrou para a história como a melhor campanha de um capixaba na Copa do Brasil (foto: o curioso do futebol)

O Linhares enfrentou na primeira fase o Fluminense, o eliminando com dois empates, mas fazendo mais gols fora de casa (2 a 2 e 1 a 1). Na segunda fase eliminou o São José do Amapá. Nas quartas de final eliminou o Comercial-MS e chegou às semifinais contra o Ceará. Empatou no Castelão por 0 a 0, mas na volta perdeu em casa por 1 a 0 e deu adeus a competição. Hoje em dia o clube não existe mais profissionalmente e o Linhares que disputa o Capixabão nada tem a ver com este que fez a história.
O Campeonato    
Como já dissemos anteriormente, o Rio Branco é o maior vencedor com 37 conquistas. Na sequência temos a Desportiva Ferroviária (18), Vitória (9), os extintos América e Santo Antônio (6), Serra (5), Linhares (4), São Mateus e Alegrense (2) e outros 10 clubes com uma conquista. A maioria destes títulos ficou naturalmente na região de Vitória, se estendendo às cidades de Cariacica e Serra. No interior, a principal força ficou com a cidade de Linhares.
O Capixabão tem uma fórmula bem simples de disputa. São apenas 10 clubes que se enfrentam em turno único, os quatro melhores vão para às semifinais e consequentemente os vencedores vão à finalíssima. Tudo muito simples. Por ser um campeonato de tiro curto e pela disparidade econômica e técnica não ser tão grande entre os clubes, os mais tradicionais frequentemente visitam a segundona. Recentemente, Vitória, Rio Branco, Desportiva tiveram essa amargo gosto. E disputando a Série B neste ano temos o Serra.
No campeonato que teve sua fase encerrada a pouco, o Rio Branco foi vítima novamente do descenso. Diferente dos campeonatos de maior destaque, aqui no Espírito Santo os grandes sofrem com quedas constantes, o que deixa tudo sempre muito aberto.
Em 2017, os quatro semifinalistas nunca foram campeões. Tupy, Atlético, Doze e Espírito Santo lutam para ter seu primeiro título, a vaga para a Série D e também para a Copa do Brasil. Vale muito tanto para times que começaram a pouco – Espírito Santo (2006) e Doze (2014) – quanto para times mais tradicionais – Tupy (1938) e Atlético (1965).
O Público
Sabemos que viver próximo aos dois maiores centros do futebol não deve ser simples. Ainda mais se seu estado não tem lá grande representatividade nacional. Não à toa o estádio Kléber Andrade foi utilizado inúmeras vezes pelo Flamengo no Brasileirão do ano passado. Aliás, segundo pesquisas a torcida do Flamengo é a maior do Espírito Santo, seguida por Vasco e Fluminense. E uma pesquisa de 2010, feita pela Futuranet, mostrou que os capixabas não são lá grandes fãs do seu futebol. Apenas 13% dos entrevistados acompanham o que rola no Capixabão contra 84% que sequer sabe o que está acontecendo.

Torcida da Desportiva (foto: plano tático)
Torcida da Desportiva (foto: plano tático)

Entre os entrevistados, 10% se declararam torcedores do Rio Branco, 7% da Desportiva, 5% do Serra e 2% do Vitória e Vilavelhense. Isso vai ao encontro dos números de torcedores presentes no Campeonato Capixaba de 2017, que contou com uma média de 320 pagantes. No total, 12.802 ingressos foram vendidos em 40 partidas da competição. A torcida do Rio Branco foi a mais presente com uma média de 849 torcedores.

Torcida do Rio Branco (foto: folha de vitória)
Torcida do Rio Branco (foto: folha de vitória)

Em seguida vieram São Mateus (834), Desportiva Ferroviária (407), Atlético (275) e Vitória (259). Na rabeira vem o Doze, equipe recém fundada da capital, com média de 74 torcedores. O jogo com maior público foi o grande clássico entre Rio Branco e Desportiva com 2039 torcedores. O jogo com o pior público foi entre os caçulas Doze e Espírito Santo com 33 torcedores.
A Situação do Estado
Ouvimos e vimos a pouco tempo atrás a crise que se instaurou na cidade de Vitória após a greve da Polícia Militar. Foi uma onda de caos que teve de tudo: toque de recolher, assaltos, assassinatos, comércio de portas fechadas. Horrível. Porém, a situação do estado não é tão ruim. Tem um dos melhores IDHs do Brasil, possui o 5º maior PIB do país e tem na exportação uma das suas principais fontes de recursos. Ou seja, não é a situação econômica que compromete o estado no esporte. Tem outros fatores que pesam muito mais na conta do porquê que o futebol no estado simplesmente é um dos piores do país: 23º de 27 federações.
Conclusão
O futebol do estado nitidamente sofre com a proximidade de Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, o que acabou criando a cultura de torcer para os “grandes”. Além disso, o baixo rendimento de suas equipes ajudou neste cenário. Em momento algum, equipe alguma do Espírito Santo deu suas caras no cenário nacional. O mais próximo disso foi o caso do Linhares na Copa do Brasil de 1994. E com o passar do tempo, as equipes parecem estar ainda mais vulneráveis. Faz muito tempo que um time capixaba não passa da primeira fase da Copa do Brasil. Na Copa Verde apenas uma vez o Rio Branco conseguiu avançar. No Brasileirão da Série D, o feito raramente acontece. Ou seja, seja contra times da Região Sul e Sudeste (Série D) ou Norte e Centro-Oeste (Copa Verde), as equipes do Espírito Santo parecem estar um passo atrás.
O que é triste se vermos que no futebol de areia, ocorre o contrário. Esperamos que assim como Dead Fish cante na música Vitória, o futebol de lá possa “Permanecer de pé! Focar, competir, vencer!”.
Fontes: Globoesporte.com (Público ES)WikiFuturanetRsssfbrasilCBFGloboesporte.com (Tabela Capixabão)
Agradecemos as fontes acima pelas grandes informações  e detalhes.

sexta-feira, 3 de março de 2017

História do Campeonato Capixaba

Campeonato Capixaba de Futebol

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Campeonato Capixaba de Futebol
Campeonato Capixaba
Troféu Durval Soares.jpg
Modelo do troféu oferecido, desde 2010,
aos vencedores do Campeonato Capixaba
Dados gerais
OrganizaçãoFES
Edições101, desde 1917 (100 anos)
Local de disputa Espírito Santo Brasil
SistemaCompetições mistas
Divisões
Série ASérie B
Soccerball current event.svg Edição atual
editar
O Campeonato Capixaba de Futebol teve sua primeira edição no ano de 1917, com apenas cinco clubes. Até o ano de 1930 foi disputado apenas por clubes de Vitória. Seu primeiro campeão foi o América, sendo que o clube que mais vezes sagrou-se campeão foi o Rio Branco, com 37 títulos. Atualmente o campeonato é disputado por dez equipes. O campeão garante vaga na Copa do Brasil e Série D doCampeonato Brasileiro de Futebol do ano seguinte.

História[editar | editar código-fonte]

Campeonato de Vitória[editar | editar código-fonte]

O Campeonato Capixaba de Futebol, conhecido popularmente como Capixabão, foi realizado pela primeira vez como Campeonato de Vitória em 1917 com clubes apenas da capital. A disputa, organizada pela Liga Sportiva Espírito Santense (LSES), teve cinco equipes: AméricaBarrosoMoscosoRio Branco e Victoria, atual Vitória Futebol Clube. O América sagrou-se campeão, vencendo o torneio em pontos corridos.[1]
No Campeonato de Vitória de 1919, o clube Victoria, era tido, ainda em abril de 1919 como o legítimo campeão da competição, quando decidiu o título com o Rio Branco de forma controversa. O Vitória jogava pelo empate e a decisão terminou em 1 a 1. Mas o jogo foi anulado, por supostas irregularidades nos dois times. Em seguida, o Rio Branco venceu por 2 a 1, mas o Vitória recorreu. Já no ano seguinte, em 1920, a Liga Sportiva Espírito Santense, num voto de minerva do presidente, determinou a realização de novo jogo, vencido pelo Rio Branco: 3 a 1.[1]

Campeonato Estadual[editar | editar código-fonte]

Em 1930, o campeonato passou a ser estadual. Quem atuou como zagueiro no América e se tornaria o governador do estado do Espírito Santo e senador da República na década de 50, foi Carlos Lindenberg.
Em 1971, aconteceu a maior confusão da história do torneio: Desportiva Ferroviária e Rio Branco disputavam o título e a Desportiva já havia ganhado duas partidas e empatado outra e seria campeã, mas a diretoria do Rio Branco descobriu que dois jogadores do rival foram inscritos irregularmente. Eles jogavam ao mesmo tempo o Campeonato Mineiro pelo Valeriodoce de Itabira. O caso foi parar no STJ da CBF, que anulou a decisão. Foi marcada uma nova partida, mas a Desportiva não concordou e o Rio Branco foi declarado campeão.
No Campeonato de 1985 foi instituído o acesso e descenso.
Em 2009, a segunda partida final em 30 de maio entre São Mateus e Rio Branco no Estádio Sernamby em São Mateus foi encerrada pelo árbitro Dervaly do Rosário antes do término, quando o placar estava 2 a 2, já que o Rio Branco teve quatro jogadores expulsos e o jogador Helder se machucou e não podiam haver mais substituições, ficando a equipe do Rio Branco com menos de sete jogadores.[2] Após vinte dias, o título foi homologado pela Federação de Futebol do Estado do Espírito Santo (FES) a favor do São Mateus, baseando-se no Artigo 33 do Regulamento Geral da FES que aplicado confere como resultado da partida 2 a 0 para o São Mateus (a primeira partida foi vencida pelo Rio Branco pelo placar de 2 a 1).[3] O Rio Branco recorreu da decisão no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e, por unanimidade, o título foi mantido a favor do São Mateus, não cabendo assim mais recursos ao Rio Branco.[4]

Centésima edição[editar | editar código-fonte]

Campeonato Capixaba de 2016 foi a 100ª edição do competição. Teve início em 28 de janeiro reunindo dez equipes divididos em dois grupos (Norte e Sul). O Rio Branco defendia o título,[5] porém a Desportiva Ferroviária tornou-se campeã ao derrotar o Espírito Santo nas finais.[6]

Campeonato Capixaba: 100 anos[editar | editar código-fonte]

Capixaba de 2017 marca o centenário da competição com participações de Rio Branco e Vitória que estavam presentes no primeiro campeonato em 1917. Além das duas equipes participam também mais oito clubes totalizando 67 títulos estaduais.[7]

Edições[editar | editar código-fonte]

EdiçãoAnoCampeãoVice-campeãoTerceiro lugarQuarto lugar
1917América (Vitória)Rio Branco (Vitória)Barroso (Vitória)Não houve
1918Rio Branco (Vitória)América (Vitória)
1919Rio Branco (Vitória)Victoria (Vitória)
1920Victoria (Vitória)
1921Rio Branco (Vitória)
1922América (Vitória)
1923América (Vitória)
1924Rio Branco (Vitória)
1925América (Vitória)
10ª1926Floriano (Vitória)
11ª1927América (Vitória)
12ª1928América (Vitória)
13ª1929Rio Branco (Vitória)
14ª1930Rio Branco (Vitória)Cachoeiro (Cachoeiro de Itapemirim)
15ª1931Santo Antônio (Vitória)
16ª1932Vitória (Vitória)
17ª1933Vitória (Vitória)
18ª1934Rio Branco (Vitória)
19ª1935Rio Branco (Vitória)
20ª1936Rio Branco (Vitória)Comercial (Castelo)
21ª1937Rio Branco (Vitória)
22ª1938Rio Branco (Vitória)
23ª1939Rio Branco (Vitória)
24ª1940Americano (Vitória)Rio Branco (Vitória)
25ª1941Rio Branco (Vitória)
26ª1942Rio Branco (Vitória)Vitória (Vitória)Caxias (Vitória)Vilavelhense (Vila Velha)
27ª1943Vitória (Vitória)Caxias (Vitória)Rio Branco (Vitória)América (Vitória)
28ª1944Caxias (Vitória)Cachoeiro (Cachoeiro de Itapemirim)
29ª1945Rio Branco (Vitória)Caxias (Vitória)Vitória (Vitória)Vale do Rio Doce (Vitória)
30ª1946Rio Branco (Vitória)
31ª1947Rio Branco (Vitória)Santo Antônio (Vitória)Vale do Rio Doce (Vitória)Americano (Vitória)
32ª1948Cachoeiro (Cachoeiro de Itapemirim)Vale do Rio Doce (Vitória)
33ª1949Rio Branco (Vitória)
34ª1950Vitória (Vitória)Cachoeiro (Cachoeiro de Itapemirim)
35ª1951Rio Branco (Vitória)Ordem e Progresso (Bom Jesus do Norte)
36ª1952Vitória (Vitória)Ordem e Progresso (Bom Jesus do Norte)
37ª1953Santo Antônio (Vitória)Ordem e Progresso (Bom Jesus do Norte)Rio Branco (Alegre)
38ª1954Santo Antônio (Vitória)
39ª1955Santo Antônio (Vitória)Caxias (Vitória)Rio Branco (Vitória)Vitória (Vitória)
40ª1956Vitória (Vitória)
41ª1957Rio Branco (Vitória)
42ª1958Rio Branco (Vitória)
43ª1959Rio Branco (Vitória)
44ª1960Santo Antônio (Vitória)Rio Branco (Vitória)Vale do Rio Doce (Vitória)Vitória (Vitória)
45ª1961Santo Antônio (Vitória)União Colatinense (Colatina)Comercial (Alegre)União (Vitória)
46ª1962Rio Branco (Vitória)União Colatinense (Colatina)Vale do Rio Doce (Vitória)
47ª1963Rio Branco (Vitória)
48ª1964Desportiva (Cariacica)Rio Branco (Vitória)
49ª1965Desportiva (Cariacica)Rio Branco (Vitória)
50ª1966Rio Branco (Vitória)Vitória (Vitória)Desportiva (Cariacica)Estrela do Norte (Cachoeiro de Itapemirim)
51ª1967Desportiva (Cariacica)Rio Branco (Vitória)
52ª1968Rio Branco (Vitória)Desportiva (Cariacica)
53ª1969Rio Branco (Vitória)Desportiva (Cariacica)Colatinense (Colatina)Ferroviária (João Neiva)
54ª1970Rio Branco (Vitória)Desportiva (Cariacica)
55ª1971Rio Branco (Vitória)Desportiva (Cariacica)Vitória (Vitória)Cesan (Vitória)
56ª1972Desportiva (Cariacica)Rio Branco (Vitória)
57ª1973Rio Branco (Vitória)Desportiva (Cariacica)Vitória (Vitória)
58ª1974Desportiva (Cariacica)Rio Branco (Vitória)
59ª1975Rio Branco (Vitória)Desportiva (Cariacica)Vitória (Vitória)Santo Antônio (Vitória)
60ª1976Vitória (Vitória)Rio Branco (Vitória)São Mateus (São Mateus)[8]Santo Antônio (Vitória)
61ª1977Desportiva (Cariacica)Rio Branco (Vitória)Estrela do Norte (Cachoeiro de Itapemirim)Industrial (Linhares)
62ª1978Rio Branco (Vitória)Desportiva (Cariacica)AA Colatina (Colatina)Estrela do Norte (Cachoeiro de Itapemirim)
63ª1979Desportiva (Cariacica)Vitória (Vitória)Rio Branco (Vitória)América (Linhares)
64ª1980Desportiva (Cariacica)Vitória (Vitória)
65ª1981Desportiva (Cariacica)AA Colatina (Colatina)
66ª1982Rio Branco (Vitória)Guarapari (Guarapari)
67ª1983Rio Branco (Vitória)Desportiva (Cariacica)
68ª1984Desportiva (Cariacica)Vitória (Vitória)Rio Branco (Vitória)AA Colatina (Colatina)
69ª1985Rio Branco (Vitória)Desportiva (Cariacica)Vitória (Vitória)
70ª1986Desportiva (Cariacica)Guarapari (Guarapari)Rio Branco (Vitória)Estrela do Norte (Cachoeiro de Itapemirim)
71ª1987Guarapari (Guarapari)Estrela do Norte (Cachoeiro de Itapemirim)Desportiva (Cariacica)Ibiraçu (Ibiraçu)
72ª1988Ibiraçu (Ibiraçu)Rio Branco (Vitória)Desportiva (Cariacica)Estrela do Norte (Cachoeiro de Itapemirim)
73ª1989Desportiva (Cariacica)AA Colatina (Colatina)Estrela do Norte (Cachoeiro de Itapemirim)
74ª1990AA Colatina (Colatina)Guarapari (Guarapari)Desportiva (Cariacica)Estrela do Norte (Cachoeiro de Itapemirim)
75ª1991Muniz Freire (Muniz Freire)Desportiva (Cariacica)Linhares EC (Linhares)Rio Pardo (Iúna)
76ª1992Desportiva (Cariacica)Comercial (Muqui)Linhares EC (Linhares)Rio Branco (Vitória)
77ª1993Linhares EC (Linhares)Aracruz (Aracruz)Comercial (Alegre)
78ª1994Desportiva (Cariacica)São Mateus (São Mateus)Estrela do Norte (Cachoeiro de Itapemirim)Muniz Freire (Muniz Freire)
79ª1995Linhares EC (Linhares)Rio Branco (Venda Nova do Imigrante)Desportiva (Cariacica)Mimosense (Mimoso do Sul)
80ª1996Desportiva (Cariacica)Linhares EC (Linhares)Alfredo Chaves (Alfredo Chaves)Rio Pardo (Iúna)
81ª1997Linhares EC (Linhares)São Mateus (São Mateus)Desportiva (Cariacica)Estrela do Norte (Cachoeiro de Itapemirim)
82ª1998Linhares EC (Linhares)São Mateus (São Mateus)Rio Branco (Vitória)Vitória (Vitória)
83ª1999Serra (Serra)São Mateus (São Mateus)Rio Branco (Vitória)Linhares EC (Linhares)
84ª2000Desportiva (Cariacica)Serra (Serra)Estrela do Norte (Cachoeiro de Itapemirim)Rio Branco (Vitória)
85ª2001Alegrense (Alegre)Estrela do Norte (Cachoeiro de Itapemirim)Cachoeiro (Cachoeiro de Itapemirim)Serra (Serra)
86ª2002Alegrense (Alegre)Rio Branco (Vitória)Estrela do Norte (Cachoeiro de Itapemirim)Serra (Serra)
87ª2003Serra (Serra)CTE Colatina (Colatina)Alegrense (Alegre)Estrela do Norte (Cachoeiro de Itapemirim)
88ª2004Serra (Serra)Estrela do Norte (Cachoeiro de Itapemirim)Rio Branco (Vitória)Desportiva (Cariacica)
89ª2005Serra (Serra)Estrela do Norte (Cachoeiro de Itapemirim)São Mateus (São Mateus)Jaguaré (Jaguaré)
90ª2006Vitória (Vitória)Estrela do Norte (Cachoeiro de Itapemirim)Rio Branco (Vitória)Jaguaré (Jaguaré)
91ª2007Linhares FC (Linhares)Jaguaré (Jaguaré)Atlético Colatinense(Colatina)Vilavelhense (Vila Velha)
92ª2008Serra (Serra)Rio Bananal (Rio Bananal)Linhares FC (Linhares)Jaguaré (Jaguaré)
93ª2009São Mateus (São Mateus)Rio Branco (Vitória)Jaguaré (Jaguaré)Vilavelhense (Vila Velha)
94ª2010Rio Branco (Vitória)Vitória (Vitória)Rio Bananal (Rio Bananal)Jaguaré (Jaguaré)
95ª2011São Mateus (São Mateus)Linhares FC (Linhares)Rio Branco (Vitória)Vitória (Vitória)
96ª2012Aracruz (Aracruz)Botafogo (Jaguaré)Rio Branco (Vitória)Vitória (Vitória)
97ª2013Desportiva (Cariacica)Aracruz (Aracruz)Botafogo (Jaguaré)Real Noroeste (Águia Branca)
98ª2014Estrela do Norte (Cachoeiro de Itapemirim)Linhares FC (Linhares)São Mateus (São Mateus)Castelo (Castelo)
99ª2015Rio Branco (Vitória)Desportiva (Cariacica)Real Noroeste (Águia Branca)Estrela do Norte (Cachoeiro de Itapemirim)
100ª2016Desportiva (Cariacica)Espírito Santo (Vitória)Real Noroeste (Águia Branca)Linhares FC (Linhares)

Títulos por equipe[editar | editar código-fonte]

ClubeCidadeTítulosVices
Rio BrancoVitória37 (19181919192119241929193019341935,193619371938193919411942194519461947,194919511957195819591962196319661968,196919701971197319751978198219831985,20102015)13 (1917194019601964196519671972,197419761977198820022009)
DesportivaCariacica18 (19641965196719721974197719791980,198119841986198919921994199620002013,2016)11 (1968196919701971197319751978,1983198519912015)
VitóriaVitória9 (192019321933194319501952195619762006)8 (1919194219321966197919801984,2010)
AméricaVitória6 (191719221923192519271928)1 (1918)
Santo AntônioVitória6 (193119531954195519601961)1 (1947)
SerraSerra5 (19992003200420052008)1 (2000)
Linhares ECLinhares4 (1993199519971998)1 (1996)
São MateusSão Mateus2 (20092011)4 (1994199719981999)
AlegrenseAlegre2 (20012002)0
Estrela do NorteCachoeiro de Itapemirim1 (2014)5 (19872001200420052006)
CachoeiroCachoeiro de Itapemirim1 (1948)3 (193019441950)
CaxiasVitória1 (1944)3 (194319451955)
GuarapariGuarapari1 (1987)3 (198219861990)
AA ColatinaColatina1 (1990)2 (19811989)
AracruzAracruz1 (2012)2 (19932013)
Linhares FCLinhares1 (2007)2 (20112014)
FlorianoVitória1 (1926)0
AmericanoVitória1 (1940)0
IbiraçuIbiraçu1 (1988)0
Muniz FreireMuniz Freire1 (1991)0
Ordem e ProgressoBom Jesus do Norte03 (195119521953)
União ColatinenseColatina02 (19611962)
Comercial de CasteloCastelo01 (1936)
Vale do Rio DoceVitória01 (1948)
Comercial de MuquiMuqui01 (1992)
Rio Branco-VNVenda Nova do Imigrante01 (1995)
ESSEColatina01 (2003)
JaguaréJaguaré01 (2007)
Rio BananalRio Bananal01 (2008)
ConilonJaguaré01 (2012)
Espírito SantoVitória01 (2016)

Títulos por cidade[editar | editar código-fonte]

Região Metropolitana de Vitória (85)
CidadeTítulosClubes
Bandeira de Vitória.svg Vitória61América (6)Americano (1)Caxias (1),
Floriano (1)Rio Branco (37)Santo Antônio (6) e Vitória (9)
 Cariacica18Desportiva
 Serra5Serra
 Guarapari1Guarapari
Interior (15)
CidadeTítulosClubes
 Linhares5Linhares EC (4) e Linhares FC (1)
Bandeira Alegre ES.png Alegre2Alegrense
 São Mateus2São Mateus
 Cachoeiro de Itapemirim2Cachoeiro e Estrela do Norte
 Colatina1AA Colatina
 Aracruz1Aracruz
Ibiraçu Ibiraçu1Ibiraçu
Flag of None.svg Muniz Freire1Muniz Freire

Campeões consecutivos[editar | editar código-fonte]

Hexacampeonatos[editar | editar código-fonte]

Tetracampeonatos[editar | editar código-fonte]

Tricampeonatos[editar | editar código-fonte]

Bicampeonatos[editar | editar código-fonte]

Artilheiros[editar | editar código-fonte]

Esta é uma lista de artilheiros das últimas dez edições do Campeonato Capixaba de Futebol:
AnoArtilheiroClubeGols
2007Marcelo Pelé[9]Jaguaré (Jaguaré)12
2008SharleiRio Bananal (Rio Bananal)14
2009Paulinho Pimentel[10]Desportiva (Cariacica)14
2010JucaRio Branco (Vitória)15
2011Marcelo Pelé[9]São Mateus (São Mateus)11
2012Paulinho Pimentel[10]Conilon (Jaguaré)18
2013David Dener[11]Desportiva (Cariacica)16
2014Geraldo[12]Estrela do Norte (Cachoeiro de Itapemirim)11
2015Washington Baiano[13]Sport (Domingos Martins)9
2016Júlio Cézar[14]Sport Linharense (Linhares)8

Ver também[editar | editar código-fonte]

Fonte: Wikipéia