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quarta-feira, 21 de junho de 2017

O que aconteceu com clubes capixabas que já jogaram 1ª divisão nacional?

O que aconteceu com clubes capixabas que já jogaram 1ª divisão nacional?

Desde que disputaram a primeira divisão pela última vez, o que aconteceu com essas equipes do Espírito Santo?

O que houve com os clubes que uma vez disputaram a primeira divisão do Brasileiro, representando o Espírito Santo desde sua última participação na competição?
PLACAR traz o histórico dessas equipes desde a última vez que disputaram a série A do Brasileiro.
Veja abaixo:
Clubes do Espírito Santo que já jogaram a primeira divisão
Cariacica
(1)
: Desportiva Ferroviária
Vitória
(2)
: Rio Branco e Vitória
Colatina
(1)
: Colatina
DESPORTIVA FERROVIÁRIA
Não joga a primeira divisão desde 1993. Em 1994, passou da
primeira fase no primeiro lugar em sua chave. Na segunda fase, voltou a liderar
sua chave e se classificou para a semifinal, mas foi eliminado pelo Goiás por
ter campanha pior. Por conta disso, ficou em terceiro e terminou sem o acesso
para a série A.
Em 1995 voltou a passar da primeira fase. Na segunda fase,
ficou em terceiro de sua chave, atrás de Sergipe e Ceará e acabou eliminado
precocemente, por não conseguir o Ceará em casa na última partida (0 x 0).
Em 1996 o time voltou a passar da primeira fase. Na segunda,
foi eliminada pelo Náutico nos pênaltis. Em 1997 voltou a passar da primeira
fase. Na segunda, mesmo com vantagem de decidir o jogo dois e três em casa, foi
eliminado pelo América-MG.
Na série B de 1998 passou na segunda colocação de sua chave
na primeira fase. Na segunda, eliminou o Tuna Luso-PA em três jogos. Já na
terceira, passou em segundo de sua chave, junto com o Gama. No quandrangular
final, contudo, ficou em terceiro, sem o acesso, atrás de Gama-DF e
Botafogo-SP.
Em 1999 o time foi lanterna da série B com apenas duas
vitórias em 21 jogos. O time seria rebaixado por isso, mas com a mudança das
regras, jogou o Módulo Amarelo da Copa João Havelange, sendo eliminado na
primeira fase. Em 2001, na nova série B, foi vice-lanterna de seu grupo e
acabou rebaixado para a série C. Em 2002, contudo, não jogou a terceira
divisão. Disputou o torneio em 2003 e foi eliminado na primeira fase do
torneio.
Desde então, não disputou mais o torneio nacional, até
agora, em 2016, jogando a série D.
RIO BRANCO
Jogou a série A pela última vez em 1986. Em 1987, disputou o
Módulo Amarelo da Copa União, que seria uma espécie de série B, mas que depois
foi elevado à série A.
Em 1988 foi lanterna de seu grupo na primeira fase da série
B. Em 1989 foi eliminado também na primeira fase, apenas à frente de outros
dois Capixabas (Desportiva e Colatina) em sua chave.  De 1990 a 1994 ficou sem jogar o torneio
nacional. Voltou à série C em 1995. Ficou em segundo de sua chave na primeira
fase e se classificou. Na segunda passou pelo América-RJ nos pênaltis. Na
terceira, passou pelo Galícia-BA. Já na quarta, pelo gol fora de casa, passou
pelo Guará-DF. Nas quartas de final, caiu diante do Volta Redonda-RJ.
Em 1996 não se classificou. Em 1997 passou da primeira fase,
mas caiu diante do Confiança-SE logo na segunda. Em 1998 foi eliminado logo na
primeira fase. Após não se classificar na edição de 1999, ia jogar o Módulo
Branco da Copa João Havelange de 2000, mas desistiu de participar.
Não se classificou em 2001 e foi eliminado nas primeiras
fases das edições de 2002 e 2003 da série C. 
Voltou a jogar às séries D de 2009, 2010 e 2015. Na primeira foi
eliminado na primeira fase. Na segunda, se classificou em segundo da chave, com
o Uberaba-MG, mas caiu na segunda para o Madureira-RJ. Já na última, se
classificou em primeiro de sua chave na primeira fase. Nas oitavas de final, no
entanto, caiu diante da Caldense-MG.
VITÓRIA
Jogou a série A pela última vez em 1977. Em 1980, jogou a
série B e caiu na primeira fase. Em 1981, foi lanterna de sua chave na primeira
fase, com seis derrotas em sete jogos. Já em 1985, caiu logo na primeira fase
para o América-MG, nos pênaltis.
Em 1994, na série C, passou da primeira fase em chave com
apenas o Catuense-BA. Na segunda, passou pelo Villa Nova-MG pelo gol fora de
casa. Na terceira, após dois 0 x 0, perdeu nos pênaltis para o Maruinense-SE.
Em 1995, foi líder de seu grupo na primeira fase da série C. Na segunda, foi
eliminado pelo Barra-RJ, pelo gol fora de casa.
Em 1996, foi eliminao na primeira fase da série C. Voltou a
jogar a competição apenas dez anos depois, em 2006, mas também foi eliminado na
primeira fase do torneio, para América-MG e Grêmio Barueri-SP. Desde então, o
time não joga torneios nacionais.
COLATINA
Jogou a série A pela última vez em 1979. Depois jogou a
primeira série C da história, em 1981, mas caiu diante do Olaria-RJ na primeira
fase. Em 1982 jogou a série B e caiu na primeira fase. Em 1989 voltou a joga a
série B e foi eliminado na primeira fase. Ficou em 93° de 96 clubes.
Em 1990 foi eliminado na primeira fase da série C, ficando
atrás apenas do América-MG, que se classificou. Em 1991 jogou sua última série
B e caiu na primeira fase. Já em 1996, jogou sua última série C. Passou da
primeira fase, mas caiu na segunda, diante do Fluminense de Feira de
Santana-BA. Após esse torneio, fechou o time de futebol.
Observação:
Disputando a Série D atualmente Desportiva Ferroviária e Espírito Santo, não vem fazendo boa campanha, dependendo da última rodada para tentar à classificação para próxima fase. 

terça-feira, 6 de junho de 2017

Leão de São Marcos A Nossa Segunda Pele

Leão de São Marcos  sempre será a segunda  pele dos seus torcedores. Um dia ele talvez voltará a rugir pelos campos de futebol do Espiríto Santo.

Imagens do Leão de São Marcos

 2009
 1963
 2009

 anos 60
 1961



 1968

 2011

1966
 1976

 1975
 anos 60



 1968
1979

quarta-feira, 26 de abril de 2017

MONSENHOR Emílo Gonzales Escalada

Monsenhor Emílio Gonzales Escalada, ou simplesmente Padre Emílio. Foi presidente do Leão de São Marcos nos anos 70 onde dirigiu o time com muita sabedoria e competência. Sua história esta registrada no blog.
Foto tirada nas comemorações da festa de São Marcos padroeiro da cidade de Nova Venécia -ES.
Direitos Reservado proprietário.

Associação Atlética Nova Venécia: O Verdadeiro

Associação Atlética Nova Venécia


Nome: Associação Atlética Nova Venécia
Data : 24 de abril de 1983
Local : Nova Venécia
Estádio : Municipal Zenor Pedrosa Rocha
Títulos : Campeonato Capixaba Serie B 1992
Campeão do Norte 1983
Campeão da Amizade 1985
Gramado Zenor Pedrosa e sua arquibancada principal

Associação Atlética Nova Venécia, fundado em 24 de abril de 1983 na cidade de Nova Venécia se profissionalizou apenas em 1991, disputou Série A e B nos anos 90. Entre 1993 e 1995 disputou a 1ª divisão capixaba. Sua primeira aparição no futebol profissional aconteceu 1991, disputou a Série B ficando em 3º lugar, mas em 1992 disputou novamente e conquistou o título, no mesmo ano disputou a Série A estadual. 
Jogadores comemoram o título de campeão capixaba segunda divisão de 1992
Pela Série A temos registros das partidas de 1994 e 1995.Em 94 a equipe foi 13ª colocada entre 16 clubes, conquistando 7 vitórias, o Nova Venécia derrotou Rio Branco da Capital por 2x0, Mariano por 1x0, Colatina por 2x1 , Rio Branco de Venda Nova por 2x0 Comercial de Alegre 2x0 e 2x1 Aracruz todas no Zenor Pedrosa, na única vitória fora de casa  grande resultado de 2x0 sobre o Rio Pardo em Iúna algo muito difícil de acontecer.
Em 1995 2x1 sobre a Desportiva em Nova Venécia e 2x1 sobre São Mateus no Sernamby e 1x0 sobre Vitória no Salvador Costa, na campanha de apenas 3 vitórias foi o 8º colocado em sua Chave entre 9 equipes com isso foi rebaixado, após este rebaixamento a equipe se afastou do futebol profissional. 
Desportiva 1x0 Nova Venécia estadual de 1995 no Eng. Araripe


Uma grande curiosidade em relação ao Nova Venécia e que tem uma participação histórica na vida de Romário, foi contra o clube capixaba que o baixinho marcou seus primeiros dois gols pelo time principal do Vasco da Gama, a partida foi um amistoso no Estádio Zenor Pedrosa Rocha com triunfo vascaíno por 6x0, Silvinho aos 13, Geovani aos 32 de pênalti abriram 2x0 na 1ª etapa. Newmar aos 14, Santos aos 35 abriram 4x0, então aos 38 e aos 40 Romário marca duas vezes fechando em 6x0 em 18 de agosto de 1985 cerca de 2,708 assistiram a partida, isto pagantes fora demais presentes. O ano de 1985 foi recheado para o clube, foram 2 jogos contra o Vasco, um contra América/MG e Botafogo/RJ, além de amistosos contra juvenil de Vasco, Flamengo e Botafogo todos cariocas. 
Nova Venécia na partida contra o Vasco em 1983, detalhe com direito Roberto Dinamite vestindo o manto tricolor


Time Campeão do Norte em 1983







Modelos de 1992


 


Memória Futebol Capixaba 

Fonte acima.

Detalhe: Este time nada têm haver como Sport Club Veneciano (fundado em 1952), com a fundação da  Sociedade Esportiva Veneciano S.A fundada em 2001, para popularizar o time, uniu-se as cores do leão de São Marcos e do antigo Veneciano, mas mesmo assim não conseguiu sobreviver  por muito tempo.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

O futebol que não vemos: Espírito Santo O FUTEBOL DO ESPÍRITO SANTO DE A A Z


O futebol que não vemos: Espírito Santo


Desportiva Ferroviária, última campeã do Espírito Santo

Por Diego Giandomenico, PR
Brasil, o país do futebol. Terra de tantos craques que poderíamos – e deveríamos – falar horas a respeito de suas conquistas e feitos. Local onde tantos clubes movem milhares de corações em volta de suas pesadas camisas. Tradição, história, paixão, nervos à flor da pele. Tudo isso dita a vida de um torcedor de futebol. Seus jogos são transmitidos ao vivo para todo o Brasil ou ao menos para sua região. Seu time disputa competições nacionais com frequência, mesmo que seja de maneira figurativa. E volta e meia o nome de seu estado fica em evidência nos noticiários esportivos Brasil afora. A não ser que você more em Rondônia, Roraima, Amazonas, Acre, Amapá, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Distrito Federal e, o primeiro de nossa série, Espírito Santo.
São estados que não possuem representantes em uma das três principais divisões nacionais, que em alguns casos mal consegue montar um campeonato estadual, onde os seus habitantes torcem invariavelmente para times de outros locais. Como é ser torcedor de um time desse estado? Eles existem? E os clubes, como agem diante deste cenário? Como são seus campeonatos? Como as equipes tem se saído no cenário nacional? Como é a vida de um jogador de futebol nestes lugares? Foi com essas perguntas, que iniciei minha saga de pesquisas e agora convido a todos e ver um pouco sobre cada estado nesta série intitulada: O Futebol Que Não Vemos. Começando com o Espírito Santo.
Quem como eu cresceu vendo Esporte Espetacular todo santo domingo, se lembra da fase onde o futebol de areia era uma febre. Como os jogos da seleção brasileira estavam meio chatos e já não tinha mais que campeonato inventar para transmitir no domingo, começaram a ser transmitidos campeonatos entre as federações do Brasil ou mais conhecido como Campeonato Brasileiro de Estados. Com um nome muito incomum, a competição reunia o que havia de melhor na areia e cada estado chamava quem podia.

Espírito Santo é potência no futebol de areia (foto: globoesporte.com)
Espírito Santo é potência no futebol de areia (foto: globoesporte.com)

Entre astros como Júnior Negão, Júnior, Neném, Jorginho, Benjamin, Robertinho e diversos outros, o Espírito Santo tinha seus bons e fortes nomes como: Buru, Pierre, Joia, etc. Tirando São Paulo, o Espírito Santo é o estado com mais títulos (3) e mais vices (4). Ou seja, é uma potência. Mas quando vamos para o campo, a coisa não funciona bem dessa maneira.
Os clubes
O futebol no Espírito Santo conta com poucas equipes em atividades. Destas, vamos nos concentrar nas que em algum momento da história dominaram o estado e tiveram algum tipo de êxito nacionalmente falando. Comentaremos sobre Rio Branco, Desportiva Ferroviária, Vitória, São Mateus, Serra e Linhares.
Começando pelo Rio Branco, o Capa-Preta. O centenário clube de Vitória, já coleciona 37 títulos do Capixabão com sua última conquista em 2015. O clube já disputou todas as divisões nacionais de A a D. Além da Copa do Brasil e da outrora atraente Copa Verde. No Brasileirão, o Capa-Preta disputou 10 vezes a competição antes de 1971, já na era moderna foram duas participações: 86 e 87. No ano de 1986, o Rio Branco caiu no grupo C, enfrentando equipes como Vasco, Bahia, Cruzeiro, Santos, Guarani e Náutico. Foi muito bem e venceu 5 partidas, inclusive uma contra o Vasco (1 a 0), no estádio Kléber Andrade com recorde de público (50 mil pessoas). Fechou em 4º lugar e avançou para a próxima fase, onde ficou no grupo L com times, como: Corinthians, Vasco, Atlético-MG, Internacional e Criciúma.

Rio Branco, mais conhecido como Capa-Preta (foto: folha de vitória)
Rio Branco, mais conhecido como Capa-Preta (foto: folha de vitória)

Desta vez, o Rio Branco não foi tão bem e acabou em 7º, a frente de Nacional-AM e Sobradinho-DF, e livre do rebaixamento. Na bagunça de 87, pouco brilhou e se despediu em 7º lugar no módulo verde, jogando contra equipes como Atlético-PR, Guarani, Portuguesa e Atlético-GO. Desde então, jamais voltou a se estabilizar em competições nacionais, caindo para a Série B, depois para a C e desde então se alternando entre Série D e ano sem disputar nenhuma. Na Copa do Brasil são 5 participações, todas na primeira fase. O momento atual do Rio Branco não é dos melhores, já que acaba de ser rebaixado para a segunda divisão do Capixabão.
A Desportiva Ferroviária é o outro time de grande fama nacional. Inclusive é a que mais tem simpatia Brasil a fora. A Tiva, como carinhosamente é conhecida, é o grande rival do Rio Branco e já conquistou 18 títulos estaduais. O clube recebia muito dinheiro da Vale do Rio Doce, isso fazia com que se destacasse regional e nacionalmente. Entre 1972 e 1982, a Tiva ficou entre os grandes do futebol nacional, sendo que, em 1980 teve sua melhor participação, terminando em 15º lugar. Voltou a disputar em 1985, mas foi rebaixada.

Último ano de um capixaba na divisão principal (foto: 3bp.blogspot)
Último ano de um capixaba na divisão principal (foto: 3bp.blogspot)

O ano de 1993 marcou o último ano da Desportiva Ferroviária na elite nacional e consequentemente, o último ano de um clube Capixaba na Série A. Na campanha, o clube de Cariacica ficou em último lugar no grupo D, uma espécie de grupo intermediário para definir quem avançaria de fase e jogaria com os “grandes” e quem cairia. Desde então, a Tiva passou por muita coisa. A começar pela privatização da Vale, que resultou no corte financeiro e que levou o clube a se tornar um clube/empresa, mudando até o seu nome para Desportiva Capixaba. Deu tão errado que entre 2005 e 2007, a Tiva ficou inativa, sem jogar nada. Em 2010, os acionistas do Grupo Villa-Forte não cumprem com suas obrigações e dão margem a Desportiva Ferroviária ser a acionista majoritária novamente.
Desde o ocorrido, foram 2 títulos estaduais, duas Copas ES e neste ano se livrou do rebaixamento na última rodada, deixando o seu rival amargar o próximo ano na segundona.
Clube homônimo a capital do estado e já centenário, o Vitória Futebol Clube não tem o charme da Tiva, nem a força do Rio Branco, mas já tem em sua conta 9 conquistas estaduais, algumas passagens pela Série A do Brasileirão e Copa do Brasil. O Vitoraço, como é conhecido, disputou a elite nacional naquela época em que a ditadura dava vagas a rodo para todos os estados brasileiros, na velha política pão e circo.

O tradicional Vitória disputou a Série A apenas uma vez em sua história (foto: vitoriafc.com.br)
O tradicional Vitória disputou a Série A apenas uma vez em sua história (foto: vitoriafc.com.br)

Como fora campeão em 76, o Vitoraço pôde participar da edição de 77. Num grupo que contava com Flamengo, Fluminense, Vitória, Bahia e América-RJ, ter terminado atrás da Desportiva Ferroviária foi o que deixou o Vitória mais decepcionado. Depois disso, foram insistentes participações na Série C durante a década de 90. O Vitória ainda participou de três da Copas do Brasil, em 2007, 2010 e 2011, sendo eliminado respectivamente por Ipatinga, Bahia e Goiás.
São Mateus é um dos clubes mais tradicionais fora da região de Vitória. Sua história passou a ser um pouco mais relevante a partir da década de 90, quando começou a enfrentar de igual para igual as grandes forças do estado. São dois títulos estaduais conquistados: 2009 e 2011.

Base do São Mateus na Copinha (foto: globoesporte.com)
Base do São Mateus na Copinha (foto: globoesporte.com)

É um dos times que mais levam torcedores ao estádio no Espírito Santo. Em competições nacionais, o máximo que conseguiu foi disputar a Série C de 95 e a Série D de 2011. Nesta, o Gigante do Norte terminou em último lugar do grupo A6 sem conquistar nenhuma vitória. Neste ano, o clube ficou de fora das semifinais do estadual.
A Sociedade Desportiva Serra Futebol, mais conhecida como Serra ou ainda como Cobra Coral, é um dos clubes com mais sucesso com 5 títulos estaduais e boas participações em competições nacionais. O clube alcançou primeiro título em 1999 e ele foi o estopim para a glória serrana.

Dia histórico para o Serra (foto: Gazeta Online)
Dia histórico para o Serra (foto: Gazeta Online)

Conseguiu o acesso à Série C no mesmo fatídico ano que o Fluminense foi campeão. Inclusive, ganharam do tricolor no Maracanã, realizando um feito único para o futebol capixaba – até hoje nenhum outro clube conseguiu essa façanha novamente. Devido ao caso Sandro Hiroshi e a bagunça que se perpetuou no ano seguinte, mesmo terminando em terceiro lugar, atrás de Fluminense e São Raimundo-AM, o Serra ganhou sua vaguinha para o Módulo Amarelo, que corresponderia à Série B em 2000. Ficando no grupo B da competição, o Serra não fez feio e terminou em 9º lugar, mas não o suficiente para garantir vaga às oitavas de final. Em 2001, o clube continuou na Série B e ao lado do seu conterrâneo, a Desportiva, fez a pior campanha e ambos terminaram rebaixados à Série C. Neste ano a Cobra Coral Serrana disputa a segundona do Capixaba.  
O Linhares Esporte Clube surgiu de uma tentativa de fusão entre os clubes da cidade de Linhares: Industrial e América. Apesar de ter nascido e morrido cedo, o Linhares está nesta lista de principais clubes pelos feitos atingidos em pouco tempo. Nascido em 1991, conquistou 4 títulos capixabas na década de 90 e em 94 fez a melhor campanha de um clube capixaba na Copa do Brasil.

Linhares EC entrou para a história como a melhor campanha de um capixaba na Copa do Brasil (foto: o curioso do futebol)
Linhares EC entrou para a história como a melhor campanha de um capixaba na Copa do Brasil (foto: o curioso do futebol)

O Linhares enfrentou na primeira fase o Fluminense, o eliminando com dois empates, mas fazendo mais gols fora de casa (2 a 2 e 1 a 1). Na segunda fase eliminou o São José do Amapá. Nas quartas de final eliminou o Comercial-MS e chegou às semifinais contra o Ceará. Empatou no Castelão por 0 a 0, mas na volta perdeu em casa por 1 a 0 e deu adeus a competição. Hoje em dia o clube não existe mais profissionalmente e o Linhares que disputa o Capixabão nada tem a ver com este que fez a história.
O Campeonato    
Como já dissemos anteriormente, o Rio Branco é o maior vencedor com 37 conquistas. Na sequência temos a Desportiva Ferroviária (18), Vitória (9), os extintos América e Santo Antônio (6), Serra (5), Linhares (4), São Mateus e Alegrense (2) e outros 10 clubes com uma conquista. A maioria destes títulos ficou naturalmente na região de Vitória, se estendendo às cidades de Cariacica e Serra. No interior, a principal força ficou com a cidade de Linhares.
O Capixabão tem uma fórmula bem simples de disputa. São apenas 10 clubes que se enfrentam em turno único, os quatro melhores vão para às semifinais e consequentemente os vencedores vão à finalíssima. Tudo muito simples. Por ser um campeonato de tiro curto e pela disparidade econômica e técnica não ser tão grande entre os clubes, os mais tradicionais frequentemente visitam a segundona. Recentemente, Vitória, Rio Branco, Desportiva tiveram essa amargo gosto. E disputando a Série B neste ano temos o Serra.
No campeonato que teve sua fase encerrada a pouco, o Rio Branco foi vítima novamente do descenso. Diferente dos campeonatos de maior destaque, aqui no Espírito Santo os grandes sofrem com quedas constantes, o que deixa tudo sempre muito aberto.
Em 2017, os quatro semifinalistas nunca foram campeões. Tupy, Atlético, Doze e Espírito Santo lutam para ter seu primeiro título, a vaga para a Série D e também para a Copa do Brasil. Vale muito tanto para times que começaram a pouco – Espírito Santo (2006) e Doze (2014) – quanto para times mais tradicionais – Tupy (1938) e Atlético (1965).
O Público
Sabemos que viver próximo aos dois maiores centros do futebol não deve ser simples. Ainda mais se seu estado não tem lá grande representatividade nacional. Não à toa o estádio Kléber Andrade foi utilizado inúmeras vezes pelo Flamengo no Brasileirão do ano passado. Aliás, segundo pesquisas a torcida do Flamengo é a maior do Espírito Santo, seguida por Vasco e Fluminense. E uma pesquisa de 2010, feita pela Futuranet, mostrou que os capixabas não são lá grandes fãs do seu futebol. Apenas 13% dos entrevistados acompanham o que rola no Capixabão contra 84% que sequer sabe o que está acontecendo.

Torcida da Desportiva (foto: plano tático)
Torcida da Desportiva (foto: plano tático)

Entre os entrevistados, 10% se declararam torcedores do Rio Branco, 7% da Desportiva, 5% do Serra e 2% do Vitória e Vilavelhense. Isso vai ao encontro dos números de torcedores presentes no Campeonato Capixaba de 2017, que contou com uma média de 320 pagantes. No total, 12.802 ingressos foram vendidos em 40 partidas da competição. A torcida do Rio Branco foi a mais presente com uma média de 849 torcedores.

Torcida do Rio Branco (foto: folha de vitória)
Torcida do Rio Branco (foto: folha de vitória)

Em seguida vieram São Mateus (834), Desportiva Ferroviária (407), Atlético (275) e Vitória (259). Na rabeira vem o Doze, equipe recém fundada da capital, com média de 74 torcedores. O jogo com maior público foi o grande clássico entre Rio Branco e Desportiva com 2039 torcedores. O jogo com o pior público foi entre os caçulas Doze e Espírito Santo com 33 torcedores.
A Situação do Estado
Ouvimos e vimos a pouco tempo atrás a crise que se instaurou na cidade de Vitória após a greve da Polícia Militar. Foi uma onda de caos que teve de tudo: toque de recolher, assaltos, assassinatos, comércio de portas fechadas. Horrível. Porém, a situação do estado não é tão ruim. Tem um dos melhores IDHs do Brasil, possui o 5º maior PIB do país e tem na exportação uma das suas principais fontes de recursos. Ou seja, não é a situação econômica que compromete o estado no esporte. Tem outros fatores que pesam muito mais na conta do porquê que o futebol no estado simplesmente é um dos piores do país: 23º de 27 federações.
Conclusão
O futebol do estado nitidamente sofre com a proximidade de Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, o que acabou criando a cultura de torcer para os “grandes”. Além disso, o baixo rendimento de suas equipes ajudou neste cenário. Em momento algum, equipe alguma do Espírito Santo deu suas caras no cenário nacional. O mais próximo disso foi o caso do Linhares na Copa do Brasil de 1994. E com o passar do tempo, as equipes parecem estar ainda mais vulneráveis. Faz muito tempo que um time capixaba não passa da primeira fase da Copa do Brasil. Na Copa Verde apenas uma vez o Rio Branco conseguiu avançar. No Brasileirão da Série D, o feito raramente acontece. Ou seja, seja contra times da Região Sul e Sudeste (Série D) ou Norte e Centro-Oeste (Copa Verde), as equipes do Espírito Santo parecem estar um passo atrás.
O que é triste se vermos que no futebol de areia, ocorre o contrário. Esperamos que assim como Dead Fish cante na música Vitória, o futebol de lá possa “Permanecer de pé! Focar, competir, vencer!”.
Fontes: Globoesporte.com (Público ES)WikiFuturanetRsssfbrasilCBFGloboesporte.com (Tabela Capixabão)
Agradecemos as fontes acima pelas grandes informações  e detalhes.